
Parece improvável que a China concorde em valorizar o yuan. Entretanto, para o diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, esse é o único caminho para a recuperação da economia mundial (para não dizer dos Estados Unidos), pois assim os produtos chineses não seriam tão competitivos, dando espaço para a produção e investimento de outros países, e dessa forma as importações da China poderiam aumentar, ajudando esses produtores e estimulando o consumo dos chineses, há muito restringido pela política conservadora. O editor do Financial Times, Martin Wolf, escreveu numa coluna do jornal Valor econômico dessa quarta-feira, sobre o que Obama devia ter dito a Hu Jintao, em sua última reunião. Ele afimou que já era hora de "agir", que a economia americana não devia mais esperar pela boa vontade da China em colaborar com a recuperação da crise. Disse que os EUA deveriam aplicar severas taxas para os produtos chineses, que, segundo os produtores americanos, praticam uma concorrência desleal, vendendo produtos abaixo do preço de mercado. A questão é: que culpa tem a China em relação aos déficits americanos? será que a China é responsável pela política expansionista dos EUA nos últimos anos? teria ela obrigação de aceitar mudanças em sua política cambial por deliberação de outros países? é bem certo que a economia chinesa precisa escoar seus produtos em solo americano, mas até que ponto a China depende disso e será que é melhor manter essa cumplicidade com os Estados Unidos ou conduzir sua política de forma mais independente?
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