sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Santiago do Vinho Santo


Naquele dia
Na Estação de Santa Lucía
Tomei o metrô- e já era noite
A cidade inteira bebia
Cantava o sorriso de uma sexta-feira
E as águas já se agitavam no Pacífico

Era alta madrugada
Quando a cidade, embriagada
Em pasitos sinuosos
Pelas ruas tentava caminhar
Mas num passo descuidado
De quem olha para o lado
A cidade desabou

Óh Santiago do Carménère!
Que grande porre tomaste
Para que caíste daquele jeito!
Canto a tua embriaguez
Canto a tua dança imprudente
de boêmio pela noite
E tua ressaca amanhecida no caos

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